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Militantes social vão às ruas 
pedir investigação na gestão Serra

70 entidades de classe estão no manifesto 

        

Integrantes de mais de 70 movimentos sociais que apóiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançarão nesta quarta-feira (20) um manifesto para exigir a apuração do conteúdo do dossiê que envolve o ex-ministro da Saúde José Serra, atual candidato tucano ao governo de São Paulo, com a máfia dos sanguessugas.

 

A informação é do coordenador nacional de mobilização da campanha de Lula, João Felício. Ele acrescentou que o documento também exigirá esclarecimentos sobre a negociação do dossiê, que teria a participação de petistas.

 

"O manifesto é assinado por membros das entidades representativas e não por esses movimentos, em termos institucionais", explicou Felício. "Nele, reivindicamos a apuração plena dos fatos e que se investigue o conteúdo das denúncias, para sermos justos, democráticos e éticos, sem aceitar uma lógica de dois pesos, duas medidas", acrescentou.

 

Felício lembrou que uma série de denúncias apresentadas durante os oito anos de administração Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foram "minimizadas", enquanto o governo Lula sofre ataques a cada nova denúncia.

 

"O dossiê Cayman, as denúncias de esquemas fraudulentos nas privatizações da Companhia Vale do Rio Doce e da Telebrás, os casos Marka e FonteCindam, todos foram tratados como coisas menores. E contra nós (do PT) tudo vira verdade. Isso é golpe", acusou Felício. "Estou louco para saber qual era o conteúdo do vídeo apreendido pela Polícia Federal", acrescentou.

 

Para os próximos dias, o comitê de Lula pretende realizar uma série de atos públicos de mobilização da campanha em todo País , entre os quais a realização de um "Bandeiraço pela Inclusão Social", no sábado (23), e uma "Caminhada da Vitória", no dia 29.

 

"Agora, com toda essa tentativa de melarem o processo eleitoral, a militância vai para a rua mesmo. Esse episódio não vai nos abater e nem tirar nosso ânimo", disse Felício.

 

Uma das preocupações da campanha de Lula será evitar que os atos públicos possam resultar em problemas de violência ou agressão entre adversários políticos, com a tensão política provocada pela oposição golpista.

 

"O Comitê entrará em contato com todos os movimentos sociais ligados ao PT e orientará e estimulará mobilizações pacíficas. Que ninguém aceite provocações e entre em conflitos", adiantou Felício.

 

"Não interessa para nossa campanha entrar em conflito ou aceitar provocações. Lideramos as pesquisas, poderemos vencer a eleição no primeiro turno e sempre surgirão grupos de provocadores para tentar gerar confrontos", adicionou.

 

Fonte: PT

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